26/08/2008

Chamaram-me de Guilherme ao 7º dia de estadia neste mundo. Quando tinha 3 anos decidi que iria ser grande, tal como o meu nome. Sabia que estava destinado a grandes feitos, só não sabia que feitos seriam esses. Esse mistério foi a minha grande busca até aos 8 anos quando tudo se tornou claro para mim. Numa tarde de primavera cortejei a menina mais cobiçada do colégio e tive o meu primeiro beijo. A partir desse momento apercebi-me que iria ser um homem de mulheres, iria amar dezenas, cortejar centenas e olhar milhares. Quando tomo café, sempre que posso venho para a esplanada, virado para a rua e aprecio-as com enorme prazer. Adoro mulheres de saias pelo joelho, saias esvoaçantes que ondulam ao sabor das suas ancas. A linha da anca é a perfeição divina. No fim de fazer amor, sento-me de frente para a cama e peço-lhes que se deitem de lado, de costas para mim. Deixo-me ficar extasiado perante tamanha beleza. Fumo um cigarro e o tempo perde-se por detrás da névoa de fumo. É para isto que vivo. Eu, Guilherme Campos, vivo para as mulheres.