27/08/2008

Sentou-se no meu colo com puro desplante, desenvergonhada, abriu as pernas para mim e disse "Quero que me vendas".

Estas mulheres metem-me nojo, o modo como se insinuam para cima de todo aquele com uma pila entre as pernas.
"Quero que me vendas querido"
Querido, puta que a pariu. Estou cheio destas merdas, pensa-se muito amiga minha com certeza. Não, eu devo é ter mesmo cara de otário, é que só pode. Devia mudar de ramo, passar a fazer chaves ou então ir mugir vacas, porque isto de vender miúdas pré-fabricadas com mais mamas que cérebro está a dar-me cabo da cabeça. Porra, eu tenho mulher e filhos, sou casado, tenho casa, não sei por que é que ainda me deixo ficar neste raio de emprego. Vou-me mudar. É amanhã. Vou pegar nas minhas merdas e sair deste raio de espelunca.

Na verdade, eu tenho este discurso todas as noites e todos os amanhãs figuram-se como mais um dia de trabalho. No fundo, sou mesmo um otário, não é apenas aparência.