30/09/2008

Era três da manhã e o meu carro começou a buzinar. Era o alarme, não sabia porque começou a tocar, olhei lá para dentro, vi um casal, Estavam a foder, cada vez mais depressa e a buzina não parava. Era dentro do meu carro, dentro do meu carro! A FODER! Fui a correr, atirei-me contra o capot, espetei a cara no vidro e lambi-o. Pensei na cona da gaja, era o meu carro, uma cona dentro do meu carro e eu cá fora. Quis partir os vidros, quis arrancar as portas e o carro abanava, abanava! ERA O MEU CARRO! PAREM!, gritei, ninguém me ouviu. Tinham ouvidos moucos e era uma cona aberta e uma piça tesa. Devia ser a minha piça. PAREM! e continuavam, como doidos, como lebres, sem parar. Aquele barulho, os gemidos, estavam a matar-me, senti-me ainda mais louco. Pensei em mata-los, era o meu carro e eles lá dentro, vou mata-los, vou mata-los! Peguei num fósforo, meti-o no depósito da gasolina, aquilo deitou fumo, uma explosão, muitos berros, o carro continuva a abanar e eu aos saltos no capot. Estava louco e ria-me!
VOU MATA-LOS!