15/09/2008

Na minha altura, as miúdas não se metiam muito connosco, o sexo era uma coisa muito proíbida e obscura, a única solução eram estes cinemas de filmes porno e as putas. Oh as putas, chegávamos a usar cadernos para documentarmos as putas que experimentávamos de modo a aconselhar o melhor aos outros colegas. Havia uma que vivia na Rua da Amargura, aquele nome deprimia-me sempre, porra, por que tinha ela de ter casa numa rua assim? Mas eu tinha de aguentar com aquilo se queria ver a pila lambida e a cheirar a cona. Aquela puta era um pedaço de céu, asseada, a casa cheirava sempre a incenso e o sexo com ela era quase tântrico. Bati muitas punhetas à conta dela, tinha umas mamas perfeitas, redondas, com mamilos pequenos. Como eu adorava trincar aqueles mamilos, depois ficavam espetadinhos, como se estivessem a pedir mais. Era disso que eu gostava mesmo nela, ela dava prazer, muito aliás, mas também gostava de receber... Que saudades dela. Nunca a pus nos nossos cadernos, a puta da Rua da Amargura era o meu perfeito segredo.
Onde será que ela anda agora?