11/09/2008

Sofro cada vez que me olho ao espelho e vejo o reflexo de uma mulher sozinha, agarrada a um ramo de rosas murchas. Essa mulher, cujos olhos descaíram com a força gravítica do amor, agarra esperançosamente o ramo de rosas que murcharam contra o seu peito.

O amor faz-me sofrer.

Por isso, levanto-me e vou para a cama. Masturbo-me furiosamente, agarrando o ramo de rosas que murcharam contra o meu peito. Dou tudo o que sonho, tudo o que desejo e tudo o que tenho a este homem desconhecido que amo.

O amor dá-me prazer.

Mas após o orgasmo, quando a momentânea satisfação por fim se desvanece, penso em como o amor me arranha, em como o amor me amputa a vida.

O amor, esse grande filho da puta, faz-me morrer.