05/10/2008

Não há nada que tu possas fazer, meu caro. Nada. Quero apenas que comas essa iguaria que fiz com os olhos da tua avó e os rins do teu primo. Come. Não há nada que possas fazer, meu caro. Olha à tua volta, o tempo passa por ti e tu aqui, amarrado à minha mesa, Nada meu caro, Nada.

Come digo eu. O tempo está a fazer de ti um simples Nada. És Nada. O tempo não pára, a tua avó também não pára, está a bater com a cabeça nas portas, está sem olhos. Sem olhos. Come! E o teu primo, está a morrer, o tempo também não pára para ele.

Come!