15/11/2008

Agarrei-a no maxilar com força, para que não me escapasse desta vez, e beijei-a. Sabia a sangue e estranhei o facto, afinal, ela era tão branca que a simples ideia de sentir algo tão acre e frio num beijo vindo dela era absurda. Ela não me resistiu, e ficámos assim durante uns segundos, ou talvez mais, não sei. Dias passaram e eu esqueci-me do beijo, sem grande preocupação. No entanto, a memória do sabor inesperado prevaleceu e esse reles invasor chamado sangue manchou-me os pensamentos com imagens de menstruação e sanguessugas.