09/11/2012

Para ela, atravessar uma passadeira, encarando o condutor do carro enquanto este trava, era uma das suas sensações favoritas. Uma misto de poder com o prazer de desafiar a morte. O poder ao fazer parar um carro, muito mais rápido, muito mais pesado e metálico do que ela. O poder ao ordenar, só com o olhar, um total desconhecido a alterar o seu intento. O poder de tornar algo estático. E, oh, o prazer de saber que era tão corajosa, meter-se à frente de algo que tão facilmente lhe partiria as pernas.